terça-feira, 24 de novembro de 2020
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
MEIO CLARICE

Não foi nada!
Não fique preocupada.
Não foi nada!
Eu só estou muito cansada...
Não foi nada!
Só não sei o que fazer...
Minha cara fechada...
Penso um pouco e me deito.
Até posso passear por aí
E reparar que o mundo é LINDO!
É bonito!
É tão lindo!
É bonito...
Porque, a tristeza engrandece!
Porque, a gente envelhece!
Porque, a tristeza...
Acontece...
Letra e música (Célia Demézio)
segunda-feira, 5 de julho de 2010
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
E EU NEM SEI

Descobri tua idéia que nem sei qualé.
Talvez uma música, poesia sem rimas.
E eu nem sei muito bem....
Andei um pouco sobre o mar. eu até que tentei nadar.
Mas como nada é tão certo, tive medo de me afogar.
E eu nem sei muito bem....
Agora por um momento, já era semana passada
Dez dias no horário comercial. tanto tempo não leva a nada.
E eu nem sei muito bem....
No fundo tudo é profundo. basta tocar o dedo na ferida.
Pra ver se grito ou me calo, num eco do beco sem saída.
E eu nem sei muito bem....
Letra e Música: (Célia Demézio)
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
sexta-feira, 12 de junho de 2009
HÁ UMA FLOR ESTRANHA AO JARDIM

Há uma flor estranha ao jardim...
É mais uma flor estranha ao jardim.
E sempre quando o tempo passa,
A flor continua estranha assim, assim.
Há uma flor estranha ao jardim...
É mais uma flor estranha ao jardim.
E sempre que as pessoas passam,
A flor continua estranha ao jardim.
Há uma flor estranha ao jardim...
É uma flor estranha ao jardim.
E mesmo caindo pétalas,
A flor continua estranha para ti.
Letra e Música: (Célia Demézio)
sábado, 24 de janeiro de 2009
Ne me quitte pas
sábado, 22 de março de 2008
ILUSIONISMO

Não esquente a cabeça
Que tudo é frio demais.
Tanto faz, hoje ou amanhã.
Só pode existir erros leves.
Os sorrisos da TV,
Os beijos aos pais,
Já estão dando adeus
Para os comerciais.
Deixamos tudo quieto,
E as portas estão rangendo,
Luzes saindo pelas brechas,
O mundo como pura alucinação.
Letra e Música: (Célia Demézio)
sexta-feira, 21 de março de 2008
FORA DO QUARTO

Fora do quarto,
Não tem onde dormir...
Fora do quarto,
Não tem doce lar...
Fora do quarto...
Não tem diversão...
Nem distração.
Fora do quarto,
Está tudo tão frio...
Fora do quarto,
Só tem muito vento,
E muita gente...
Fora do quarto,
Não tem aonde fugir...
Fora do quarto,
Falta ar...
Fora do quarto,
Não tem horizontes,
E nem o sol...
Fora do quarto,
Está tudo tão frio...
Fora do quarto,
Só tem muito vento...
E muita gente.
Letra e Música: (Célia Demézio)
domingo, 24 de fevereiro de 2008
TREMORES NAS MÃOS

Você sabe que cor é o mundo,
Que qualquer lugar é nenhum.
Mas não tem certeza,
E a tristeza não tem fim.
Sabe que a paz é um slogan,
E a guerra é velha demais.
Mas não tem certeza,
Fica difícil sorrir.
À nossa, à minha, à sua...
Piscando nos faróis.
Arrepios da cidade,
Tremores nas mãos.
Você sabe os nomes das ruas,
E aonde se conduz cada fuga.
Mas não tem certeza,
A falta de sonhos faz dormir.
Você sabe que tudo é trash,
E que nem tudo tem um final feliz.
Mas não tem certeza,
E deseja boa noite todos os dias.
À nossa, à minha, à sua...
Piscando nos faróis.
Arrepios da cidade,
Tremores nas mãos.
Letra e Música: (Célia Demézio)
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
OLHOS VERMELHOS

Às vezes passa mais de ano
E as coisas acontecem sempre.
Se cochilou, dormiu, caiu da cama,
Sinal que o sono não vem.
De qualquer forma, as alegrias
Disparam luzes rápidas de ilusão,
E o sorriso contente na cara
Mostra que a tristeza tem a razão.
Demora um pouco e o dia chega,
E a gente ficou com o sonho nas mãos.
Respire fundo o ar poluído do mundo,
Apesar dos pesares, viver é duro.
A porta na cara tudo começou,
Deita de quatro sinta,
Que ainda muito há por vir.
Apesar dos pesares, ainda não é o fim.
Tem mais estradas e mais avenidas,
Tem uma lua coberta de nuvens cinzas,
Tem o brilho dos olhos vermelhos,
Tem a gente no outro lado do espelho.
Letra e Música (Célia Demézio)
quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
TEM GENTE

Meu apartamento...
Tem gente!
Tem gente!
Gente que eu conheci,
Um dia, por aí.
E foi gente conhecendo,
E outra gente desconhece.
E se a gente não se esquece,
É porque sempre conhece.
E o que tem nas caras
Da gente?
Que ficou fechada,
Pra gente,
E por nada?
E assim a gente,
Se encontra de repente,
Para acreditar na gente,
E ser gente para sempre.
Tem gente!
Tem gente!
Gente que eu conheci,
Um dia, por aí.
E foi gente conhecendo,
E outra gente desconhece.
E se a gente não se esquece,
É porque sempre conhece.
E o que tem nas caras
Da gente?
Que ficou fechada,
Pra gente,
E por nada?
E assim a gente,
Se encontra de repente,
Para acreditar na gente,
E ser gente para sempre.
Letra e Música: (Célia Demézio)
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
O VELHO PARKER

Olhando pelos cantos
Ratos invadem a TV.
E nem se sabe de tudo,
Paredes que falam com você.
Foi pela manhã,
Um jazz pelo portão.
Ficou um café muito frio.
Assovio baixinho...
O velho Parker.
Fios na tomada
Ligados na energia mundial.
Vitrines e anfetaminas,
A dupla dinâmica dá o sinal.
Foi pela manhã,
Um jazz pelo portão.
Ficou um café muito frio.
Assovio baixinho...
O velho Parker.
Ratos invadem a TV.
E nem se sabe de tudo,
Paredes que falam com você.
Foi pela manhã,
Um jazz pelo portão.
Ficou um café muito frio.
Assovio baixinho...
O velho Parker.
Fios na tomada
Ligados na energia mundial.
Vitrines e anfetaminas,
A dupla dinâmica dá o sinal.
Foi pela manhã,
Um jazz pelo portão.
Ficou um café muito frio.
Assovio baixinho...
O velho Parker.
Letra e Música: (Célia Demézio)
domingo, 13 de janeiro de 2008
A ÚLTIMA PALAVRA
STATUS QUO

Não me deram asas para voar.
Ando pelo chão muito devagar...
Não alcanço os carros que não param de correr.
Por isso paro na próxima esquina para beber.
Não tenho dinheiro pra tomar avião.
Estou condenada a ter os pés no chão.
Eu tenho uma vitrine em cada esquina.
E uma dose de anfetamina...
Eu tenho uma casa e o fundo do poço.
Eu tenho muita experiência e nada no bolso.
Jornal nas bancas, livros na estante,
TV ligada na sala, novela a todo instante.
Um sorriso amarelo, um desejo secreto.
Um sonho sem graça e um banheiro aberto.
Eu tenho uma vitrine em cada esquina.
E uma dose de anfetamina...
Ando pelo chão muito devagar...
Não alcanço os carros que não param de correr.
Por isso paro na próxima esquina para beber.
Não tenho dinheiro pra tomar avião.
Estou condenada a ter os pés no chão.
Eu tenho uma vitrine em cada esquina.
E uma dose de anfetamina...
Eu tenho uma casa e o fundo do poço.
Eu tenho muita experiência e nada no bolso.
Jornal nas bancas, livros na estante,
TV ligada na sala, novela a todo instante.
Um sorriso amarelo, um desejo secreto.
Um sonho sem graça e um banheiro aberto.
Eu tenho uma vitrine em cada esquina.
E uma dose de anfetamina...
Letra e Música: (Célia Demézio)
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
QUE CENA ERA AQUELA?

Tem um olho que vê as pernas,
Os braços e a boca.
Que cena era aquela?
Um olho vê, pisca.
Abre, fecha e enxerga.
Um olho que a luz cega.
Que cena era aquela?
Um olho na festa da sala,
No escuro, a fresta da tela.
O olho, o mar e o céu...
Que cena era aquela?
Quem tem um olho
É semiótico à beça.
Quem tem dois olhos nem sempre sabe
Que cena era aquela.
Música e Letra: (Célia Demézio)
quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
ENQUANTO OS CARROS NÃO PASSAM...
SUANDO FRIO

Antes que eu morra de certeza
Quero levantar os pés do chão,
Pra que eu nunca mais possa
Cair do alto como um avião.
Antes que se bote tudo no lugar,
Mande flores pro segundo andar.
Pra que chova de manhã,
E eu não tenho pressa pra dormir.
O dia está quente demais,
E já estamos suando frio.
Antes, depois, nunca mais.
Olha que coisa mais sem graça.
Que pena que não é o Rio.
Estou sonhando dentro de casa.
Antes que eu morra de tristeza,
A terra vai se abrir e afundar.
O céu vai continuar a flutuar,
E eu terei três minutos pra respirar.
O dia está quente demais,
E já estamos suando frio.
Letra e Música: (Célia Demézio)
Quero levantar os pés do chão,
Pra que eu nunca mais possa
Cair do alto como um avião.
Antes que se bote tudo no lugar,
Mande flores pro segundo andar.
Pra que chova de manhã,
E eu não tenho pressa pra dormir.
O dia está quente demais,
E já estamos suando frio.
Antes, depois, nunca mais.
Olha que coisa mais sem graça.
Que pena que não é o Rio.
Estou sonhando dentro de casa.
Antes que eu morra de tristeza,
A terra vai se abrir e afundar.
O céu vai continuar a flutuar,
E eu terei três minutos pra respirar.
O dia está quente demais,
E já estamos suando frio.
Letra e Música: (Célia Demézio)
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
TROCADINHOS

PRA QUE TUDO ISSO
ESSA ONDA DE COMPROMISSO?
SE NO FINAL DA HISTÓRIA
VOCÊ PERDEU A GLÓRIA.
FICOU SOZINHO.
ESSA ONDA DE COMPROMISSO?
SE NO FINAL DA HISTÓRIA
VOCÊ PERDEU A GLÓRIA.
FICOU SOZINHO.
CONTANDO TROCADINHOS.
CADÊ A MEDALHA QUE VOCÊ GANHOU?
SERÁ QUE PERDEU EM ALGUM CORREDOR?
DE UM TEMPO, DE UM TEMPO
QUE PASSOU...
PRA QUE TANTA PRESSA?
NADA TEM UM SENTIDO
É SEMPRE UM DIA A MAIS, MAIS UMA NOITE PERDIDA
UM SALTO NO ESCURO, UMA BATALHA VENCIDA
DE UM TEMPO, DE UM TEMPO
QUE PASSOU...
AGORA JÁ FOI VOCÊ PERDEU A VIAGEM
FICOU DE PÉ NA PLATAFORMA
DANDO ADEUZINHOS
INÚTIL PAISAGEM
DE UM TEMPO, DE UM TEMPO
QUE PASSOU...
SERÁ QUE PERDEU EM ALGUM CORREDOR?
DE UM TEMPO, DE UM TEMPO
QUE PASSOU...
PRA QUE TANTA PRESSA?
NADA TEM UM SENTIDO
É SEMPRE UM DIA A MAIS, MAIS UMA NOITE PERDIDA
UM SALTO NO ESCURO, UMA BATALHA VENCIDA
DE UM TEMPO, DE UM TEMPO
QUE PASSOU...
AGORA JÁ FOI VOCÊ PERDEU A VIAGEM
FICOU DE PÉ NA PLATAFORMA
DANDO ADEUZINHOS
INÚTIL PAISAGEM
DE UM TEMPO, DE UM TEMPO
QUE PASSOU...
Letra e Música: (Célia Demézio/Jorge Mendes)
MULHER DE TODOS

Eu sou uma pessoa de idéias
Eu sou uma bitolada.
Mas o que vale é a intenção
Pra não ficar calada.
Você acredita em Deus?
Quer ir comigo a Ilha dos Prazeres?
O nosso caminho é no Arquipélago da Saudade.
Faz tempo que a gente não se vê!
Não se vê...
O que eu queria mesmo era fazer poesia
Sem ter que roubar carros.
Mas tudo é tudo tão difícil,
A gente tem que andar,
Cria calos.
Minha paixão por você
Aumenta de 3 em 3 minutos...
Eu sou uma pessoa de idéias
De como viver um próspero futuro.
Cinema, Rádio e Televisão...
Eu vejo isso e tudo mais.
Alguém também já ouviu.
A vida sempre está em cartaz.
Tá em cartaz...
Eu sou uma bitolada.
Mas o que vale é a intenção
Pra não ficar calada.
Você acredita em Deus?
Quer ir comigo a Ilha dos Prazeres?
O nosso caminho é no Arquipélago da Saudade.
Faz tempo que a gente não se vê!
Não se vê...
O que eu queria mesmo era fazer poesia
Sem ter que roubar carros.
Mas tudo é tudo tão difícil,
A gente tem que andar,
Cria calos.
Minha paixão por você
Aumenta de 3 em 3 minutos...
Eu sou uma pessoa de idéias
De como viver um próspero futuro.
Cinema, Rádio e Televisão...
Eu vejo isso e tudo mais.
Alguém também já ouviu.
A vida sempre está em cartaz.
Tá em cartaz...
Letra e Música: (Célia Demézio)
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