sexta-feira, 12 de junho de 2009

HÁ UMA FLOR ESTRANHA AO JARDIM


Há uma flor estranha ao jardim...
É mais uma flor estranha ao jardim.
E sempre quando o tempo passa,
A flor continua estranha assim, assim.

Há uma flor estranha ao jardim...
É mais uma flor estranha ao jardim.
E sempre que as pessoas passam,
A flor continua estranha ao jardim.

Há uma flor estranha ao jardim...
É uma flor estranha ao jardim.
E mesmo caindo pétalas,
A flor continua estranha para ti.

Letra e Música: (Célia Demézio)

sábado, 24 de janeiro de 2009

Ne me quitte pas


Eu queria ter torres de Eiffel
E a tua boca de mel
Um filme de art nouveau
Para filmar o seu sabor.
Eu queria dizer isso em francês
Mas só sei dizer em português.
Ne me quitte pas.

Letra e Música (Célia Demézio)

sábado, 22 de março de 2008

ILUSIONISMO


Não esquente a cabeça

Que tudo é frio demais.

Tanto faz, hoje ou amanhã.

Só pode existir erros leves.


Os sorrisos da TV,

Os beijos aos pais,

Já estão dando adeus

Para os comerciais.



Deixamos tudo quieto,

E as portas estão rangendo,

Luzes saindo pelas brechas,

O mundo como pura alucinação.
Letra e Música: (Célia Demézio)

sexta-feira, 21 de março de 2008

FORA DO QUARTO


Fora do quarto,

Não tem onde dormir...

Fora do quarto,

Não tem doce lar...

Fora do quarto...

Não tem diversão...

Nem distração.


Fora do quarto,

Está tudo tão frio...

Fora do quarto,

Só tem muito vento,

E muita gente...


Fora do quarto,

Não tem aonde fugir...

Fora do quarto,

Falta ar...

Fora do quarto,

Não tem horizontes,

E nem o sol...


Fora do quarto,

Está tudo tão frio...

Fora do quarto,

Só tem muito vento...

E muita gente.
Letra e Música: (Célia Demézio)

domingo, 24 de fevereiro de 2008

TREMORES NAS MÃOS


Você sabe que cor é o mundo,

Que qualquer lugar é nenhum.

Mas não tem certeza,

E a tristeza não tem fim.

Sabe que a paz é um slogan,

E a guerra é velha demais.

Mas não tem certeza,

Fica difícil sorrir.


À nossa, à minha, à sua...

Piscando nos faróis.

Arrepios da cidade,

Tremores nas mãos.


Você sabe os nomes das ruas,

E aonde se conduz cada fuga.

Mas não tem certeza,

A falta de sonhos faz dormir.

Você sabe que tudo é trash,

E que nem tudo tem um final feliz.

Mas não tem certeza,

E deseja boa noite todos os dias.


À nossa, à minha, à sua...

Piscando nos faróis.

Arrepios da cidade,

Tremores nas mãos.


Letra e Música: (Célia Demézio)

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

OLHOS VERMELHOS


Às vezes passa mais de ano

E as coisas acontecem sempre.

Se cochilou, dormiu, caiu da cama,

Sinal que o sono não vem.

De qualquer forma, as alegrias

Disparam luzes rápidas de ilusão,

E o sorriso contente na cara

Mostra que a tristeza tem a razão.

Demora um pouco e o dia chega,

E a gente ficou com o sonho nas mãos.

Respire fundo o ar poluído do mundo,

Apesar dos pesares, viver é duro.

A porta na cara tudo começou,

Deita de quatro sinta,

Que ainda muito há por vir.

Apesar dos pesares, ainda não é o fim.

Tem mais estradas e mais avenidas,

Tem uma lua coberta de nuvens cinzas,

Tem o brilho dos olhos vermelhos,

Tem a gente no outro lado do espelho.


Letra e Música (Célia Demézio)

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

TEM GENTE


Meu apartamento...
Tem gente!
Tem gente!
Gente que eu conheci,
Um dia, por aí.


E foi gente conhecendo,
E outra gente desconhece.
E se a gente não se esquece,
É porque sempre conhece.

E o que tem nas caras
Da gente?
Que ficou fechada,
Pra gente,
E por nada?

E assim a gente,
Se encontra de repente,
Para acreditar na gente,
E ser gente para sempre.


Letra e Música: (Célia Demézio)